quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ALICE


Nasceste hoje, mas não te vimos, a não ser nas fotografias que o teu pai nos mostrou. Porque não sei escrever poemas, deixo-te este de Antero de Quental, porquenão quero imperar nem já ser rei, senão tendo meus reinos em teu seio, e súbditos, criança, em teus bonecos!”
À minha neta, Alice.

Pequenina

 Eu bem sei que te chamam pequenina
 E ténue como o véu solto na dança,
 Que és no juízo apenas a criança,
 Pouco mais, nos vestidos, que a menina...

 Que és o regato de água mansa e fina,
 A folhinha do til que se balança,
 O peito que em correndo logo cansa,
 A fronte que ao sofrer logo se inclina...

 Mas, filha, lá nos montes onde andei,
 Tanto me enchi de angústia e de receio
 Ouvindo do infinito os fundos ecos,

 Que não quero imperar nem já ser rei
 Senão tendo meus reinos em teu seio
 E súbditos, criança, em teus bonecos!

Antero de Quental, in "Sonetos"

4 comentários:

  1. Aos meus Amigos João e Zé
    Que grande alegria sinto ao saber da vossa felicidade.
    Ter uma Pequenina deve ser um enlevo, como eu nunca terei, mas sonho.
    Ter uma Alice, para mim, que cheguei a ter 5 doces Alices na família, seria algo de indescritível felicidade. Assim, revejo-me na vossa.
    Do coração, parabéns aos Pais e parabéns aos Avós!
    Jaime Serafim

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    1. Muito obrigado amigo Jaime. É realidade muito bom, apesar de ainda não a termos visto nem pegado. Um abraço.

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  2. A pequenina??????

    É pequena com certeza mas com a forca suficiente para levantar dois adultos da cama.... ihihihhi

    Parabens Tio e Titi....

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    1. Obrigado Hugo. De facto é como dizes. Têm muita força!

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