terça-feira, 3 de novembro de 2015

O MINISTRO, DEUS E O DEMÓNIO


Não é segredo para ninguém que Deus nem sempre é nosso amigo. A prova está no ministro Calvão da Silva que o afirmou, ali frente às câmaras da TV. Homem culto (é professor catedrático da Universidade de Coimbra), leu certamente o extraordinário livro de Job onde se conta que Deus autorizou o Demónio a atormentar o pobre Job que, fiel e cumpridor, nada fizera para desmerecer a amizade divina. Ora se Deus permitiu que o Demónio atormentasse a paciência do pobre e bondoso Job porque não haveria de permitir que todo o exército demoníaco fosse atormentar os pobres algarvios que à revelia de todo o bom senso destruíram a criação de Deus para recriarem um purgatório turístico? Na verdade, Deus permitiu que o Demónio abrisse as torneiras do Céu mas convenhamos que a culpa da inundação é todinha humana, isto se considerarmos humanos, os decisores políticos que permitiram a destruição de uma zona que era da ribeira e, por assim dizer, criação divina.
Isto de Deus andar mancomunado com o Demónio para nos atormentar teve o lindo resultado de vir agora o ministro aconselhar à feitura de seguros, que todos sabem ser coisa demoníaca, e que não devemos, nós, pobres crentes, confiar na amizade divina, o que para mim soa a blasfémia, para não dizer heresia. A fazer as vontades ao Demónio, não Lhe calhe fazer a vontade a Antero de Quental e autorizar que o Demónio incendeie a Universidade de Coimbra na esperança que assim consiga alumiar alguém, ou pelo menos o ministro que é professor. É que o ministro a gente ainda aguenta porque é por pouco tempo, agora o professor catedrático!? É que nem toda a paciência de Jó!

2 comentários:

  1. Do pouco que ouvi desse senhor que não conheço de lado nenhum, e juntando-me à crença dele só tenho a dizer: que Deus o leve para bem longe onde ele não faça perca.
    Que para isso já bastou quem com mão demoníaca e bastante ouro no bolso autorizou obras onde nunca deviam de ter sido feitas.
    Vou ali fazer um pé de meia, ou melhor de meia no pé. porque pés não faço mais.

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    1. Que é como quem diz, Manuela. Deus o guarde bem longe...

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